Por que todo esse espanto sobre o Senado? Qual a novidade? Qual a surpresa?
Aquilo é apenas o reflexo do que todos nós somos: porcos imundos e miseráveis. Nosso voto testifica contra nós.
Chega disso. Voltemos à pocilga cotidiana.
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
Locução antropofágica
Será que minha mente pode ser considerada normal?
terça-feira, 4 de setembro de 2007
Máscaras
Ando disfarçado de funcionário, cidadão, contribuinte.
Mas na realidade sou nada mais que um homem e é só o que sou.sábado, 25 de agosto de 2007
domingo, 24 de junho de 2007
Platão para iniciantes
Ultimamente ando sem tempo de escrever por aqui. É claro que eu escrever ou deixar de escrever não fará nenhuma diferença na camada de ozônio e nem arrefecerá o aquecimento global, mas sou teimoso e continuo escrevendo. Sei que alguns amigos de vez em quando lêem e isso já é gratificante.
Mas o que isso tem a ver com o título do post? É que meu filho de 3 anos, o Vítor, costuma dizer ao ocorrer-lhe algum pensamento inusitado: "Pai, achei uma idéia". Eu acho muito divertido ouvi-lo dizer que achou uma idéia quando nós adultos temos na verdade a sensação de havermos concebido idéias. Isso me fez pensar em Platão, que acreditava que as idéias existem de forma autônoma, independentemente de nós. Portanto, segundo pensava Platão, nós de fatos achamos as idéias. Não teríamos o mérito de dizer que as concebemos. O mérito consistiria apenas em alcançá-las lá onde estão, através da filosofia. Portanto, as idéias não "nascem" em nossas mentes brilhantes. O idealismo de Platão influenciou fortemente o cristianismo desde os primeiros séculos da era cristã. Santo Agostinho era característicamente platônico. Além de Agostinho outros como Descartes, Kant e Hegel foram filósofos essencialmente idealistas.
Ao idealismo opõe-se o que a filosofia chama de empirismo, mas isso é assunto para outro post, se eu tiver fôlego para escrever. Apenas vou adiantar que pendo para o empirismo. Portanto, não sou idealista e não acredito em achar idéias, salvo no sentido de ser involuntária e inconscientemente influenciado por idéias que estão além de mim, através do que Jung chamou de "inconsciente coletivo".
Quando meu filho crescer falaremos sobre isso e tentarei convencê-lo de que ele de fato não achou idéia alguma.
Mas o que isso tem a ver com o título do post? É que meu filho de 3 anos, o Vítor, costuma dizer ao ocorrer-lhe algum pensamento inusitado: "Pai, achei uma idéia". Eu acho muito divertido ouvi-lo dizer que achou uma idéia quando nós adultos temos na verdade a sensação de havermos concebido idéias. Isso me fez pensar em Platão, que acreditava que as idéias existem de forma autônoma, independentemente de nós. Portanto, segundo pensava Platão, nós de fatos achamos as idéias. Não teríamos o mérito de dizer que as concebemos. O mérito consistiria apenas em alcançá-las lá onde estão, através da filosofia. Portanto, as idéias não "nascem" em nossas mentes brilhantes. O idealismo de Platão influenciou fortemente o cristianismo desde os primeiros séculos da era cristã. Santo Agostinho era característicamente platônico. Além de Agostinho outros como Descartes, Kant e Hegel foram filósofos essencialmente idealistas.
Ao idealismo opõe-se o que a filosofia chama de empirismo, mas isso é assunto para outro post, se eu tiver fôlego para escrever. Apenas vou adiantar que pendo para o empirismo. Portanto, não sou idealista e não acredito em achar idéias, salvo no sentido de ser involuntária e inconscientemente influenciado por idéias que estão além de mim, através do que Jung chamou de "inconsciente coletivo".
Quando meu filho crescer falaremos sobre isso e tentarei convencê-lo de que ele de fato não achou idéia alguma.
quinta-feira, 8 de março de 2007
Dia da mulher
Hoje, dia 8 de março, quinta-feira, comemora-se mundialmente o Dia da Mulher. Quero apenas deixar uma homenagem à mulher que está presente em minha vida, com a qual convivo e por cuja causa estou envolvido em uma relação que confronta-me continuamente com a oportunidade de aprendizado do que acredito ser o amor. É certo que nas mais das vezes perco a chance de aprender a amar e acabo fazendo aquilo que de melhor sei fazer: ser egoísta e defender meu exclusivo interesse. Ela, mulher, está sempre pronta a ceder. Ela faz parecer que abrir mão de algo em favor do outro é coisa fácil. Mas há também as vezes em que aprendo lições. Talvez não na hora, mas depois sempre medito no que ocorreu.
Ontem de manhã tivemos um momento especial. Depois fiquei maravilhando-me da mulher que tenho. Está hoje mais bela que quando éramos mais jovens e a vi pela primeira vez. Como está mais bela! Lamento o tempo que perdi em não admira-la mais. Temos um filho: uma bênção, um desafio...
Ela é mãe: a melhor de todas as mães. Minha mãe que me perdoe, mas meu filho é privilegiado pela mãe que tem.
E eu, eu sou indigno do amor que ela me devota. Nunca duvidei de seu apreço por mim. Seus cuidados me cercam. Suas mãos anseiam tocar-me continuamente. Sou esquivo, arisco. Coisas de homem. Preciso aprender a entregar meu coração todo. Quero aprender. Estou aqui para isso. Deus, o Deus ausentemente presente e presentemente ausente, deu-me a vida, de Graça, e deu-me o bem na forma de esposa.
Obrigado, meu Deus, por minha mulher.
Encho a boca para chama-la minha...
Ontem de manhã tivemos um momento especial. Depois fiquei maravilhando-me da mulher que tenho. Está hoje mais bela que quando éramos mais jovens e a vi pela primeira vez. Como está mais bela! Lamento o tempo que perdi em não admira-la mais. Temos um filho: uma bênção, um desafio...
Ela é mãe: a melhor de todas as mães. Minha mãe que me perdoe, mas meu filho é privilegiado pela mãe que tem.
E eu, eu sou indigno do amor que ela me devota. Nunca duvidei de seu apreço por mim. Seus cuidados me cercam. Suas mãos anseiam tocar-me continuamente. Sou esquivo, arisco. Coisas de homem. Preciso aprender a entregar meu coração todo. Quero aprender. Estou aqui para isso. Deus, o Deus ausentemente presente e presentemente ausente, deu-me a vida, de Graça, e deu-me o bem na forma de esposa.
Obrigado, meu Deus, por minha mulher.
Encho a boca para chama-la minha...
domingo, 11 de fevereiro de 2007
Gratuidade
Mas que falta de percepção a minha. Que miopia!
Escrevi há pouco duvidando da necessidade da vida. Pois não é que hoje ocorreu-me pensar que a vida não está fundada sobre a necessidade, mas sobre a gratuidade!
A vida é de Graça!
Escrevi há pouco duvidando da necessidade da vida. Pois não é que hoje ocorreu-me pensar que a vida não está fundada sobre a necessidade, mas sobre a gratuidade!
A vida é de Graça!
terça-feira, 30 de janeiro de 2007
Niilismo
Ultimamente percebi que tenho uma tendência ao niilismo. Não, não quero sê-lo, mas é mais forte que eu. Acho que minha visão está obliterada. Alguém pode me ajudar? Niilismo não é coisa que convenha a um cristão, eu sei, mas parece que tudo se resolverá pelo nada.
segunda-feira, 25 de dezembro de 2006
Acidentes
Posso até chegar a compreender o sentido da vida, mas jamais arrazoarei sobre sua necessidade. Em outras palavras: a vida pode até ter sentido, mas terá necessidade?
domingo, 29 de outubro de 2006
Entre o ruim e o pior.
Hoje de manhã pensei que o Brasil teria de escolher entre o ruim e o pior. Quando estamos entre o ruim e o pior o ruim se torna o melhor.
Os mais de 60% de eleitores [entre os quais estou] que escolheram Lula deixaram claro que não estão dispostos a abrir mão de um Governo que, ainda que insatisfatoriamente, tem de alguma forma beneficiado as classes desprivilegiadas.
Todo o trabalho da oposição e da maioria dos órgãos de imprensa, aliados à detração preconceituosa diante da ausência de diploma universitário no currículo do Presidente, à estereotipificação de seu eleitorado e ao ódio social contra nordestinos, não foram suficientes para impedir que Lula fosse reeleito.
Cabe agora ao Presidente a terefa de redimir-se do que saiu mal no primeiro mandato. A História do Brasil já dedica muitas páginas a Lula. Está em suas mãos ser contado entre heróis ou vilões.
Se merece ser herói não sei. Mas, certamente, entre os vilões está longe de ser o pior.
Os mais de 60% de eleitores [entre os quais estou] que escolheram Lula deixaram claro que não estão dispostos a abrir mão de um Governo que, ainda que insatisfatoriamente, tem de alguma forma beneficiado as classes desprivilegiadas.
Todo o trabalho da oposição e da maioria dos órgãos de imprensa, aliados à detração preconceituosa diante da ausência de diploma universitário no currículo do Presidente, à estereotipificação de seu eleitorado e ao ódio social contra nordestinos, não foram suficientes para impedir que Lula fosse reeleito.
Cabe agora ao Presidente a terefa de redimir-se do que saiu mal no primeiro mandato. A História do Brasil já dedica muitas páginas a Lula. Está em suas mãos ser contado entre heróis ou vilões.
Se merece ser herói não sei. Mas, certamente, entre os vilões está longe de ser o pior.
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