Qual será o futuro das embalagens de produtos de supermercado?
Além de emporcalharem e entupirem o lixo daqui de casa vejo que daqui a pouco elas conterão uma quantidade tão mínima do produto que vão acabar ficando mais caras que eles. Minha cidade possui coleta seletiva, ainda bem. O lixo reciclável que minha família (2 adultos e 1 criança) produz é considerável. Tudo embalagens. Eu as detesto. Cada produto tem duas ou três. É um absurdo uma caixa de bis(R) ter: uma embalagem geral, mais uma caixinha de papelão e mais dezenas de papéizinhos embalando cada chocolatinho...
É a cultura do hiperembalamento (com ou sem hífen ??).
Agora a moda é reduzirem a quantidade do produto embalado. Ficou frequente a gente se deparar com mensagens dizendo que reduziram de 100g para 90g. De 90g para 85g. De 85g para 83g...Aonde isso vai parar?
É uma forma sorrateira e disfarçada de aumentarem os preços. Afinal, compramos cada vez menos mercadoria pelo mesmo custo.
Não se surpreenda se você for morar no estrangeiro e, retornando, encontrar sabão em pó em uma caixinha do tamanho de uma caixa de fósforo, ou encontrar um prestígio(R) do tamanho de um bis(R). As caixas de bis(R) terão 3 unidades.
Aliás, outra tática recente da indústria é aumentar o tamanho das embalagens externas para dar a impressão de que a quantidade de produto é proporcional. Não se engane. Dê uma chacoalhada e você perceberá que dentro da caixa tem muito ar.
Este post é um oferecimento do pseudofilosofia, onde você tem sempre mais, e de graça.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Não deu
No princípio criou Deus os céus e a terra.
E tudo era muito bom.
E Deus criou o homem.
E o homem estragou tudo.
terça-feira, 12 de maio de 2009
Pior
Se alguém almeja tornar-se uma pessoa pior - e sempre é possível ficar pior - tornar-se gerente de qualquer empresa pode ser um meio bastante eficaz.
Não sei porque a maioria dos gerentes que conheço são pessoas indesejáveis. Se não concorda pergunte a qualquer miserável assalariado, subordinado a qualquer gerente igualmente assalariado.
Acho que o Eric Arthur Blair tinha razão com aquela estória. Não se deve confiar em porcos.
Está aí a gripe suína que não me deixa mentir sozinho.
Não sei porque a maioria dos gerentes que conheço são pessoas indesejáveis. Se não concorda pergunte a qualquer miserável assalariado, subordinado a qualquer gerente igualmente assalariado.
Acho que o Eric Arthur Blair tinha razão com aquela estória. Não se deve confiar em porcos.
Está aí a gripe suína que não me deixa mentir sozinho.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Original
Eles perceberam que as traduções não eram fiéis ao texto original!
Os tradutores selecionavam as palavras que mais lhes agradassem a fim de trazerem para o vernáculo o que acreditavam - ou queriam acreditar - estar escrito no texto antigo.
Então resolveram traduzir por si mesmos, diretamente das pimeiras letras. Agora, pensaram eles, temos o texto mais fiel ao original. Temos o próprio espelho da exordial escritura em nossa própria língua!
Tolos.
Não percebem que o próprio original é também tradução de idéias anteriores: contadas, ouvidas, vistas, lidas, ascultadas, mescladas, amalgamadas, miscigenadas, misturadas e reencarnadas nas letras hebraicas e aramaicas e gregas e latinas.
O original não existe.
Nunca existiu.
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Diálogo
Interlocutor 1:
_ O que você acha do socialismo?
Interlocutor 2:
_ O socialismo até que é bom...na teoria. Eu acredito mesmo é no Estado Democrático de Direito!
Interlocutor1:
_ Teoria por teoria....
_ O que você acha do socialismo?
Interlocutor 2:
_ O socialismo até que é bom...na teoria. Eu acredito mesmo é no Estado Democrático de Direito!
Interlocutor1:
_ Teoria por teoria....
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
Locução antropofágica
Será que minha mente pode ser considerada normal?
terça-feira, 4 de setembro de 2007
Máscaras
Ando disfarçado de funcionário, cidadão, contribuinte.
Mas na realidade sou nada mais que um homem e é só o que sou.sábado, 25 de agosto de 2007
domingo, 24 de junho de 2007
Platão para iniciantes
Ultimamente ando sem tempo de escrever por aqui. É claro que eu escrever ou deixar de escrever não fará nenhuma diferença na camada de ozônio e nem arrefecerá o aquecimento global, mas sou teimoso e continuo escrevendo. Sei que alguns amigos de vez em quando lêem e isso já é gratificante.
Mas o que isso tem a ver com o título do post? É que meu filho de 3 anos, o Vítor, costuma dizer ao ocorrer-lhe algum pensamento inusitado: "Pai, achei uma idéia". Eu acho muito divertido ouvi-lo dizer que achou uma idéia quando nós adultos temos na verdade a sensação de havermos concebido idéias. Isso me fez pensar em Platão, que acreditava que as idéias existem de forma autônoma, independentemente de nós. Portanto, segundo pensava Platão, nós de fatos achamos as idéias. Não teríamos o mérito de dizer que as concebemos. O mérito consistiria apenas em alcançá-las lá onde estão, através da filosofia. Portanto, as idéias não "nascem" em nossas mentes brilhantes. O idealismo de Platão influenciou fortemente o cristianismo desde os primeiros séculos da era cristã. Santo Agostinho era característicamente platônico. Além de Agostinho outros como Descartes, Kant e Hegel foram filósofos essencialmente idealistas.
Ao idealismo opõe-se o que a filosofia chama de empirismo, mas isso é assunto para outro post, se eu tiver fôlego para escrever. Apenas vou adiantar que pendo para o empirismo. Portanto, não sou idealista e não acredito em achar idéias, salvo no sentido de ser involuntária e inconscientemente influenciado por idéias que estão além de mim, através do que Jung chamou de "inconsciente coletivo".
Quando meu filho crescer falaremos sobre isso e tentarei convencê-lo de que ele de fato não achou idéia alguma.
Mas o que isso tem a ver com o título do post? É que meu filho de 3 anos, o Vítor, costuma dizer ao ocorrer-lhe algum pensamento inusitado: "Pai, achei uma idéia". Eu acho muito divertido ouvi-lo dizer que achou uma idéia quando nós adultos temos na verdade a sensação de havermos concebido idéias. Isso me fez pensar em Platão, que acreditava que as idéias existem de forma autônoma, independentemente de nós. Portanto, segundo pensava Platão, nós de fatos achamos as idéias. Não teríamos o mérito de dizer que as concebemos. O mérito consistiria apenas em alcançá-las lá onde estão, através da filosofia. Portanto, as idéias não "nascem" em nossas mentes brilhantes. O idealismo de Platão influenciou fortemente o cristianismo desde os primeiros séculos da era cristã. Santo Agostinho era característicamente platônico. Além de Agostinho outros como Descartes, Kant e Hegel foram filósofos essencialmente idealistas.
Ao idealismo opõe-se o que a filosofia chama de empirismo, mas isso é assunto para outro post, se eu tiver fôlego para escrever. Apenas vou adiantar que pendo para o empirismo. Portanto, não sou idealista e não acredito em achar idéias, salvo no sentido de ser involuntária e inconscientemente influenciado por idéias que estão além de mim, através do que Jung chamou de "inconsciente coletivo".
Quando meu filho crescer falaremos sobre isso e tentarei convencê-lo de que ele de fato não achou idéia alguma.
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